COISA INGRATA

O novo aparece
Deslumbra o olhar
E enche a tua boca d’água
Sacia, será ?
O que era tão doce, amarga
Joga fora então.
E assim vida que vai.
A lembrança ainda assombra,
Espera que ela apaga.
Mas memória é coisa ingrata
De repente vem de novo o sabor
Parece tão real, chega a salivar
Não é real.
Não apaga, mas também não volta.

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