ONDA

Dentro da cabeça, tudo é tão óbvio. Parece que eu sei cada passo, eu prevejo as trilhas, as pedras no caminho. Eu sei onde cada tropeço se esconde, também sei como levanta. Mas aí é posto à prova. Preparada pra cair, de verdade? E o tombo dói é por dentro, onde não remenda, não tem curativo e a cicatriz só a gente que sente. Quanta prepotência não é mesmo? A gente acha que a experiência sobressai a vivência. Mas ela não é escudo, quem dirá alguma garantia. Ela não protege, ela não diminui os riscos e quando vem a onda, ela bate e leva tudo outra vez.

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