Em alguns ela causava medo, parecia ser tanta coisa que só sobrava espanto. Em outros causava nada, parecia que era feita somente pra momento. Ela confessava a si mesma já ter desperdiçado algumas boas oportunidades, mas ainda sim se via desperdiçada várias vezes. Ela já havia se distribuído por aí, aos poucos, fragmentadamente... Só que mesmo juntando cada pedacinho, desse encaixe não sairia coisa alguma. Ela queria mãos que tivessem a audácia de montar seu quebra-cabeças por inteiro, de construí-la e desfazê-la, até que ela mesma pudesse descobrir coisas dentro de si que antes sequer foram imaginadas. Queria uma mente capaz de decifrá-la, ou ao menos, uma que arriscasse tentar. Ela queria mesmo é alguém que a desbravasse por inteiro, de um jeito que ela, como todo mundo, merece ser desbravado: até a última fronteira.
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