ALÍVIO


Pela primeira vez em muito tempo, você me fitou nos olhos novamente. E por mais incrível que possa parecer, eles não me agrediam, como das outras vezes em que se dirigiram a mim. Eles tinham um quê de ternura, aquela que costumava exalar de você há um certo tempo atrás. Também pareciam tentar quebrar o muro pelo qual eu me isolei de você e da sua repentina mudança... Confesso que isso me desarmou. Eu deixei cair as quatro pedras que carregava em minhas mãos. E fiquei sem graça, tão sem graça, que sorri. Sorri de alívio e de - talvez - felicidade.

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